Alguém sabe como funciona isto?

3.30.2005

Que dura é a vida d@s galeg@s!

Agora que já quase tinhamos demostrado que Cristobal Colom era galego, e em concreto de Ponte Vedra, vai alguem e começa a dizer que o Mestre Mateu era de Leom.
Assim nom há quem levante mitos nacionais, caráfio! Nom pode ser que quando já estamos a piques de ler nos livros de história dos colégios que Pedro Madruga e Cristobal Colom eram a mesma pessoa, venha alguem a fastidiar-nos deste modo. O máximo que devemos estar dispostos a admitir, é que o Mestre Mateu era do Berzo. E, por isso mesmo, galego.

3.29.2005

O PSOE defende o galego fora da CAG. E dentro?

O do PSOE e a sua secçom galega (que na CAG adopta o nome de PSdG-PSOE) é para fazer um guiom de umha telesérie dessas de humor de meia tarde.
O mesmo PSOE que ataca a língua por boca de Pacu Vázquez, agora defende por boca de Natividad González Laso, do Ferrol, Laura Seara Sobrado, de Alhariz, e Manuel Luís Rodríguez González, d'A Peroxa, a necessidade de defender a língua galega mais alá das fronteiras da actual CAG, quer dizer, no Eu-Návia, no Berzo, na Seabra e no Val de Elhas, por meio dumha Proposiçom nom de Lei, apresentada no parlamentinho do Hórreo.
Cousas veredes! Estupendo que o PSOE se preocupe pola língua nos territórios da Galiza irredenta. Agora, também será necessário que se preocupe pola nossa língua na Corunha, por exemplo, apresentando umha proposiçom nom de lei onde inste à Xunta a defender, com todos os meios ao seu alcance, a língua também nesta cidade.

3.28.2005

A barbaridade mais alta de Castela e Leom...

... e justo a vam ter que fazer no Berzo!

NÓS-Unidade Populardenunciara no seu momento a construçom dum edifício de quase cem metros, repartidos em 28 andares, que se vai construir em Ponferrada, na zona de recente urbanizaçom chamada A Rosaleda. Foi a única organizaçom de toda a comarca do Berzo que mostrou a sua disconformidade, e definiu a sua construçom como umha "aberraçom urbanística".

Tanto o Concelho, por boca do seu alcalde, López Riesco, como diversas "forças vivas" da comarca, estam fortemente implicados em este absurda, paleta e estúpida construçom, que desde logo modificará, mas para mal, Ponferrada, e conjunto da comarca, no ecológico, no paisagistico, no visual, etc...

O projecto sigue adiante, e polas notícias que aparecem habitualmente nos meios de comunicaçom, parece ser que muitas das vivendas já estam vendidas. A chamada "Torre da Rosaleda", será dumha altura similar à Torre Windsor, recentemente desaparecida (ainda nom de todo) em Madrid; ou dumha altura similar à Torre Costa Rica, popularmente conhecida como Ercon, no centro da Corunha.

O certo é que quando escoitamos a um político destes falar em termos de "un impulso de modernidad para Ponferrada", há que temer sempre o pior. Mas o pior de todo, é ver que nom existe nengumha reacçom por parte das organizaçons sociais, políticas, sindicais, culturais, de defesa e protecçom do meio ambiente, etc... ante umha dessas barbaridades que se convertiram no exemplo do que nunca jamais deveria estar permitido.

Com certeza, seguiremos a falar desta barbaridade em próximos posts.

3.23.2005

Matar judeus

As faculdades de lingüística e as de antropologia deveriam estar-se rifando o Berzo para analisar a expressom que dá título a este post: matar judeus.

Nestas datas, é habitual escuitar à gente, nova e velha, por Ponferrada e outros lugares do Berzo, dizendo-se: "Quê? Imos matar uns judeus?". E nom é que umha irracional febre anti-sionista sacuda esta comarca arraiana. Nom.
Nas férias de primavera, que som estas datas que os integristas católicos chamam (e conseguirom impor oficialmente) S.S. (Semana Santa), é costume no Berzo ir tomar limonadas aos bares. Em vez de ir tomar os habituais vinhos ou cervejas, vai-se de limonadas.
Todos os bares, cafetarias, restaurantes, pubs, ... tenhem na sua porta um cartaz anunciando: "Temos limonada". Nom há estabelecimento de hostelaria que nom disponha de limonada nestes dias. E a ir tomar limonadas, de bar em bar, provando as dos diferentes bares, todas elas distintas, muitas delas caseiras, ou feitas nas cooperativas de vinho, chama-se-lhe "ir matar judeus". O motivo? Nem ideia. Aí deveriam entrar as faculdades e os estudosos. Eu, nom fago mais que contribuir a que nom se perda a tradiçom, e, por suposto, tomo as limonadas, quer dizer, mato judeus. De bar em bar, como deve ser.

Mas haverá quem se pense que isto das limonadas é umha bebida a base de zume de limom, e estará errado ou errada. As limonadas nom som outra cousa que sangria: vinho com fruitas, posto a macerar durante como mínimo quinze ou vinte días. E, com isto da moda de investir em I+D e da modernidade, que todo o modifica, (já sabedes: o tema clássico da tradiçom e a modernidade), agora há muitos bares que, ademais das fruitas (maçá, naranja, peras, fresas, etc..., cada receita é distinta), também acrescentam álcol à bebida: martini, genevra,...

Finalmente, o de matar judeus, é umha boa diversom, mas levanta umhas dores de cabeça... Eu, sempre aproveito para brindar por umha Palestina livre.

3.21.2005

O mar polos olhos

O amigo, companheiro e camarada Ramiro envia a informaçom sobre a apresentaçom do livro de Alícia Fernández "Botar o mar polos ollos", o dia 2 de Abril na Corunha. Reproduzo cá o correio enviado, e aproveito para animar às pessoas que podam a acudir a este novo acto d'O Tangaranho Vermelho, e a visitar esse interesante blog.

Alicia Fernández apresenta o seu poemário na Corunha o 2 de Abril

Alicia Fernández, a jovem poeta do Savinhao que já está a ser considerada como umha das últimas grandes revelaçons da poesia galega, apresentará o dia 2 de Abril às 8 da tarde no Centro Social A Treu (Rua Sam José, 2 - A Corunha) o seu poemário "Botar o mar polos ollos", recentemente publicado pola editora portuguesa "Tema". Neste acto organizado por O Tangaranho Vermelho, intervirám Yolanda Castaño, Ramiro Vidal e a própria Alicia Fernández.

Ramiro Vidal Alvarinho
www.tangaranhovermelho.blogspot.com

3.19.2005

Contaminaçom

Em Outubro de 2004, o Diario de León informava sobre as indústrias mais contaminantes da Uniom Europeia radicadas na "província" leonesa. Segum aquela informaçom, que nom foi desmentida, de entre todas as indústrias europeias que merecem o apelativo de "mais contaminantes", em total umhas 9.025 no conjunto da Uniom Europeia, 12 delas estam no território que a dia de hoje se define oficialmente como província de Leom, e, reparem no dado, 5 delas no Berzo, quase todas nos arredores de Ponferrada, ou mesmo em Ponferrada. As centrais térmicas de Anlhares do Sil, de Uniom Fenosa, e Cubilhos do Sil, de Endesa; a cementeira Cosmos em Toral dos Vaos, da Cimpor; a acereira Roldam, filial de Acerinox, em Ponferrada; e o próprio vertedoiro de lijo de Ponferrada.
Quer isto dizer que estas empresas tenhem superado todos os limites de emisom de gases, líquidos e sólidos nocivos e contaminantes estabelecidos polas próprias autoridades, capitalistas, europeias, estatais e da comunidade autónoma à que, ainda a dia de hoje, oficialmente pertence o Berzo.
Esta situaçom, já foi denunciada em repetidas ocasións por diversas entidades, tanto políticas (entre elas, NÓS-UP) como ecologistas e de protecçom do meio ambiente (como por exemplo, Ecologistas em acçom).

3.18.2005

Território autónomo

Traio hoje cá um artigo de Xabier Lago, fundador da Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo, e actual Secretário da mesma, aparecido no meio electrónico Diario del Bierzo. X. Lago é um convencido galeguista, palavra que nos territórios da Galiza irredenta recupera todo o seu significado, mas que, como sucede habitualmente no Berzo, e como Fala Ceive tem denunciado publicamente, ve-se na obriga de escrever artigos e notas de imprensa para os meios de comunicaçom em espanhol pola negativa de estes a publicá-los em galego.
O artigo leva por título "Por el territorio autónomo de El Bierzo", e trata, com claridade, o tema da reordenaçom e/ou reorganizaçom territorial nesta Comunidade Autónoma incomprensível chamada Castilla y León. Nom é necessário compartilhar o cem por cem das palavras e ideias do autor para entender que é umha interesante, e necessária, aportaçom. E com muito valor, tendo em conta a falta de valentia e coragem que tenhem outras pessoas, a um lado e outro do Padornelo, para falar deste tema.

3.15.2005

Tam psiquátrico

Confundim-me
ou enganárom-me
Eu queria solicitar um dos postos de músico
Acordeom
guitarra
ou bateria
Tanto me tinha um como outro
Eu nom tenho nem ideia de música
e penso que só umha vez vim um acordeom a menos de 100 metros
Mas pensei que isso teria possibilidades
Possibilidades de fugir
digo
Estar aí
com o acordeom com a guitarra com a bateria
sem chamar a atençom
e em qualquer momento
zás!
Fugir
Escapar
Evadir-me
isso é
Exactamente isso
Evadir-me
Eu escuitara em algum lado que a vida do músico
polo geral
é daquela maneira
já se sabe
mais relaxada
menos rígida
sem tanta vigiláncia e controlo
e pensei que numha dessas
entre notas partituras e semicolcheias
que eu nom sabia nem o que eram
e continuo sem saber
numha dessas
aproveitava eu
e...
A evasom
A escapada
A fugida
Eu por isso queria solicitar um dos postos de músico
Saber
o que se di saber
de música nom sei grande cousa
Mas nom som parvo
e podia aprender
Também aprendim a manejar a vassoira
a esfregar as janelas do quarto andar
que só abrem para fora e ninguém se atrevia
e a levar a roupa à lavandaria
que som o único de toda a minha secçom
a quem lhe deixam levar a roupa à lavandaria
Também podia aprender algo de música
E por isso fum pedir os papéis para solicitar um posto
Mas confundírom-me
ou enganei-me
e preenchim os papéis para o posto de operário jardineiro

E cá estou
sem poder sair destes muros
tam cinzentos
arrancando as ervas más que medram
tam verdes
nos jardins deste centro
tam psiquiátrico


(d'O livro das confusons)

3.14.2005

Eu também...

Eu também quereria ser luz
quereria ser metal no fundo do mar
eu também
Ser esse pequeno ruído que nos acorda
essa insignificante onda acústica
que nos fai volver a cabeça
ou aquel momento exacto
onde escolhemos
onde dizemos
onde fazemos aquilo que sabemos
Eu também quereria ser luz
Como essa luz que te ilumina
essa luz que caminha contigo
que tu deixas caminhar contigo
ou que tu nem tam sequer sabes que caminha contigo
Ser esse metal que do fundo do mar
nos fai pensar
ou nos fai sonhar
ou nos fai viajar
ou te ilumina quando apareces andando no extremo de umha rua
ou no recanto de umha praça

E nom esta distáncia
esta terrível sensaçom de estar fora
de nom ser
de nunca jamais fazer parte
Esta obscura negaçom da possibilidade
que se estende vertiginosamente
oferecendo só o caminho da fugida e a derrota

(d'O livro das confusons)

3.10.2005

A maldiçom de Gilgamesh

Nuvens

Chovem chapeus
cairom enriba dos pobres.

Chove trigo
caiu enriba dos famintos da África

Chove vinho
caiu no Norte da Europa

Chove dátiles
cairom no deserto

Chove balas
cairom enriba da nossas cabeças

Raad Zamil ( Nascido em Misan em 1970. Entre os seus poemários A minha relaçom com Beethoven, de 1999).

Na passada quinta-feira à tarde, em vez de ir à escola, como deveria, decidim ir à apresentaçom em Ponferrada do documental Semente ("Semillas"), editado conjuntamente, no CD-DVD "Recuperando Memória", pola Associaçom para a Recuperaçom da Memória Histórica (ARMH), a "Fundación Contaminame", e o concelho madrilenho de Rivas-Vaciamadrid.
O CD-DVD recolhe o concerto que o 25 de Junho de 2004 se celebrou em Rivas-Vaciamadrid em homenagem "aos republicanos e republicanas que sofrerom a Guerra Civil espanhola e a ditadura franquista". Junto com esse concerto, onde aparecem nomes como Bebe, Javier Alvarez, Jose A. Labordeta, Luis E. Aute, Luis Pastor, Lluís Llach, Paco Ibáñez, Pedro Guerra, Ruper Ordorika, Angel González, Juan Diego, Luis García Montero, Pilar Bardem, Rosa Regás, Manuel Rivas, e outros e outras muitas, inclue-se um documental onde falam alguns e algumhas das republicanas homenageadas, recolhendo o seu deslocamento desde a sua residência actual até Madrid para assistir a essa homenagem. Umha boa parte das pessoas entrevistadas, som do Berzo: velhos republicanos e republicanas, ou filhos e até netos deles: alguns desaparecidos, outros exhumados nos últimos anos.
O público assistente, umhas cento e cinqüenta pessoas, dumha meia de idade surprendentemente alta, escuitarom atentamente as palavras de apresentaçom de Santiago Macias, e logo virom com emoçom as imagens de aquel acto, lembrando muitos deles a sua viagem a Madrid e a alguns companheiros já dessaparecidos neste último ano.
Mas antes de ir a este acto, e como ainda era cedo, dim-me umha volta por Siena, onde tivem a sorte de ver, e comprar, um interesante livro, de onde tirei o título e o poema que abrem este post: "La maldición de Gilgamesh. Antologia de la poesía iraquí contemporánea".
Este volume, de Ediciones la tempestad, recolhe mais de trinta poemas do melhor da poesia iraquiana dos últimos anos, ao dizer dos antologistas: Abdul Hadi Saadoun, nascido em Bagdad 1968, residente em Madrid, poeta, narrador, guionista de cinema, e director da única revista cultural em árabe do estado espanhol, Alwah; e Josep Ramon Gregori i Muñoz, nascido em Valéncia em 1970, licenciado em Filologia Catalá, Titulado superior em língua árabe pola Escola Oficial de Idiomas de Valéncia, tradutor de diversas obras do árabe para o catalam e para o espanhol, e actualmente professor de língua catalá para alunado que provem de línguas nom-románicas no Vallès Ocidental.
Nomes para nós, quando menos para mim, desconhecidos: Shirku Peque, Fadhil Al-Azzawy, Yan Demu, Fai Hussein, Mehdi M. Ali, etc..., que nos mostram um país desde os seus versos. Um país, desgraciadamente, tam de actualidade pola invassom imperialista ianqui, e pola heroica resistência do seu povo. [Nem sei se será um livro fácil de atopar nas livrarias. Para quem tenha interese nel, dou cá os dados para andar na sua procura: La maldición de Gilgamesh. Antologia de la poesía iraquí contemporánea. Ediciones La tempestad. C. Pujades, 6 - Local 2. 08005-Barcelona. Primeira ediçom de Janeiro de 2005. ISBN: 84-7948-024-6.]

Má sorte

Nascerei no século vindeiro
nascerei em Bagdad
também.
Tenho má estrela
o meu pai sera o mesmo
a minha mae,
e os meus amigos seram os mesmos.
Mas eu
desgraçado -como digem-
incluso até para nascer.
-Isso é o que ocorre de facto-
-Nom nascer noutro lugar
Ainda quando morrera...
nom morrerei
noutro
lugar.

Abdelamir Yaras (Nascido em Bagdad em 1966. Exilado no Cánada, onde morreu em 2003. Publicou dous poemários: Poemas contra o vento, em 1992, e Tristeza nacional, 1997).

3.08.2005

O Sarmento que nom chega

No 18 de Maio de 2002, ao fio da celebraçom do Dia das Letras, Galegas por suposto, dedicado a Frai Martim Sarmento, em Vila Franca do Berzo, os presidentes das comunidades autónomas de Galicia e Castilla y León, assinarom um convénio de colaboraçom para a criaçom e posta em marcha dum centro sociocultural naquela vila, no mesmo lugar onde estivo a casa natal do escritor berziano, e, portanto, galego.
Como podem todas as leitoras e leitores imaginar, tal projecto ainda nom é realidade, nem parece que vaia ser em breve.
O acordo assinado polo ex-ministro franquista Manuel Fraga, em qualidade de Presidente da Xunta, e Juan Vicente Herrera, ambos os dous do mesmo partido político, o PP, estabelecia que o custo do projecto, calculado em 408.809 euros (toma precissom!), seria assumido a partes iguais polas duas administraçons autonómicas, e que seria o Concelho de Vila Franca quem se responsabilizaria da sua gestom e mantemento. Além do mais, no acordo assinado figurava a data de primavera de 2004 para a sua posta definitiva em funcionamento.
A dia de hoje, o tal centro ainda nem existe. O solar, onde estivera a casa do autor, sigue a ser um solar abandonado, na bem centrica rua da Água, e o alcaide de Vila Franca, o psoecialista Vicente Cela, qualifica de insulto e provocaçom o retraso.
Mas, por umha vez, nom tem a culpa a Xunta de Galicia, ao dizer do alcaide, mas a Junta de Castilla y León, à que acusa de desentender-se e nom mostrar interese nengum no tema, mentres que a Xunta delega oficialmente toda responsabilidade na Junta.
Publicamente tem declarado o alcaide que a Xunta tem mostrado em todo momento interese pola construçom do Centro Sociocultural, mas que é a Junta a que, segum ele inexplicavelmente, mostra "reticencias" ao cumplimento do acordo.
Mais umha vez, nada novo baixo o sol. Da mesma maneira que a Junta de Castela e Leom tivo que assinar, quase por imperativo legal como quem di, o acordo que estabelecia umhas raquíticas mas reais possibilidades de ministrar língua galega nos centros educativos da nossa comarca, também foi por imperativo quase legal que tivo que sumar-se à celebraçom do Dia das Letras em Vila Franca, e de todo aquele rebúmbio saiu um acordo que, ao igual que no caso das aulas de língua galega, nem entendem nem tenhem vontade de entender nem desenvolver.
Valhadolid nom tem nem ideia de que é isso de que no Berzo falam galego, entre outras cousas porque nem sabe onde é que fica o Berzo, política, histórica e geograficamente falando. Já comentei noutro post, que é impossível que da administraçom castelao-leonesa saia nengum avanço nem nengumha acçom possitiva para o Berzo mas que por pressom social. E, no caso deste centro sociocultural, que tam necessário é e tam útil seria, a pressom social deve ser ainda maior. Isso é o que claramente está transmitindo o PP desta comunidade autónoma que ninguem entende.
A Junta de Vicente Herrera está, simplesmente, aguardando que Vila Franca se esqueza do tema. E neste caso, nom tivo muita boa sorte, porque o alcaide, desde as anteriores eleiçons, é do PSOE, e nom do PP como antes. E olhem, ainda para mais informaçom, que a concelheira de cultura é da UPL. Mas também é em Vila Franca onde está umha das organizaçons em defesa da língua galega do Berzo, a Escola de Gaitas. É por isso que sabemos que em algum momento será realidade esse projecto. Mas entre todos e todas, deveriamos presionar para que fora realidade o mais pronte possível.

3.07.2005

Tarsicio goes to Hollywood

Já baixo a sua direcçom, o Partido do Berzo (PB), apresentara-se numhas eleiçons ao Parlamento espanhol nas circunscriçons (províncias) galegas da Comunidade Autónoma Galega, mas agora, na direcçom do Partido Regionalista do Berzo (PRB), criado por ele mesmo depois da sua saida da direcçom do PB e do próprio PB, Tarsicio Carvalho amenaza com apresentar-se às autonómicas galegas para, segum ele di, "hacer bajar de la burra a PSOE, PP y BNG; únicos culpables de que El Bierzo, Lugo y Valdeorras queden aislados del resto de España", em referência à polémica sobre o AVE, Tren de Alta Velocidad Mixto, ou o que quer que finalmente se vaia construir.
Di Tarsicio I O Inesgotável, que as siglas do PRB estam disponíveis para quem as queira usar nas eleiçons da CAG, para reivindicar um autêntico tren de alta velocidad, que nom pode ser menos que o AVE, e que tal candidatura seria, sem lugar a dúvidas, a chave da governabilidade do próximo governo galego.
Tarsi é dos que se aponta a um bombardeio se é necessário para sair nos meios. E logra-o, que para isso leva nisto da política, berzianista, várias décadas. Mas deveria afinar um pouco mais as suas opinions. Porque a verdade é que nem o Berzo nem o resto da Galiza precisa um AVE, Tren de Alta Velocidad, ou como se queira chamar. Aí estam (por exemplo em 1, 2 e 3) as opinions de organizaçons ecologistas contrárias por completo a esa barbaridade.
Mas já se sabe que os políticos do sistema gostam destes projectos mais que um parvo dum rotulador. Como no caso da Ministra do post anterior, todo é fume. Nesse caso aeronáutico, neste ferroviário. Mas fume. Contaminaçom, vaia.
Deveria levar em conta a legenda do cartaz que aparece nas montanhas, nos rios e nos vales do Berzo, fazendo um chamamento à sua protecçom por parte de todas as pessoas que visitam esses lugares, e que di isso de "Soy Bierzo, cuidame".

3.04.2005

Vender fume aeronáutico

O Grupo Voz é especialista em vender fume sempre que quer. Fai-no muito bem na Comunidade Autónoma Galega, e também sem nengum problema na Comunidade Autónoma de Castela e Leom. Esta é a capa do Diario de León de hoje, na sua ediçom do Berço, e esta a "notícia" (panegírico seria mais acertado) sobre o tema.
Pretender que "una de las posibilidades reales que se desprenden de la iniciativa es que, por ejemplo, se vea ese nombre en el aeropuerto de Moscú, Beirut o París", é umha soberana estupidez: todo o mundo sabe que é impossível ver o nome dos avións nos aeroportos. Mas, ainda que assim for: qual seria o resultado? É que os moscovitas, por exemplo, vam visitar as Médulas porque leam (se é que entendem o alfabeto latino) esse nome num aviom? É que as Medulas vam estar melhor protegidas, mas cuidadas, mais atendidas, porque o seu nome esteja num aviom?.
As declaraçons da ministra nom tenhem desperdício. Mais fume: "Para la ministra de Cultura, Las Médulas servirán para incidir en «dar a conocer un país que se llama España y que se apellide cultura», aseguró la ministra". Já sabem, a partir de agora, o Estado espanhol chama-se oficialmente "Reino de España Cultura".
E esta tontaria publicitária (que a saber quantos euros custou) é digna dumha capa dum jornal que se pretende sério?
Com todo, no bar, mentres miravamos a notícia, coincidimos em que o único bom de todo isto, era a chaqueta da ministra, que é realmente bonita. Mas para luzi-la, nom fazia falta montar um espectáculo assim. Mas claro, é a ministra de Cultura, e já se sabe o que significa cultura para os progres.

PD/ O dia que fagamos um post sobre os vinhos do Berzo, falaremos sobre o facto, que só aparece resenhado na capa, de que no posterior "ágape", as autoridades presentes (que eram todos os presentes) brindarom com vinhos da Rioja... Isso sim que é promoçom da comarca!

3.03.2005

Em que idioma cantavam os "reis de leom"?

O músico Eduardo Paniagua é o responsável dumha colecçom de discos, que, recuperando as Cantigas de Afonso X "O Sábio", realiza a loável tarefa de achegar a obra desse autor, centrando-se no livro das Cantigas de Santa Maria.
Segum di a sua discográfica, Pneuma, as Cantigas de Santa Maria, que qualquer estudante de primária ou secundária da Comunidade Autónoma Galega saberia relacionar com a literatura galega e como escritas em galego ou galego-português, estam escritas em "lengua galaico-portuguesa". Desconhecemos se é que o músico tem algum problema com a denominaçom de língua galega, ou galego, ou se é que evita conscientemente essa denominaçom por motivos de mercadotêcnia, nom vaia ser que alguem pense que é um filo-nacionalista galego por dizer que aquele rei escrevia em galego, ou galego-português, asociando assim a nossa língua a terreos aos que normalmente lhe está vedada a presência: a Cultura, com maiúsculas.
Mas, mais chamativo ainda é o modo em que discográfica e músico apresentam a obra do nosso autor. Umha série de discos que respondem aos títulos de Cantigas de Castilla y León, Cantigas de Extremadura, Cantigas de Toledo, Cantigas de Madrid, Cantigas de Castilla-La Mancha,... Vaia, alguem haverá que pense que nom existem as cantigas galego-portuguesas!
Por suposto, todas som cantigas galego-portuguesas, cantadas em galego-português, tal e como forom escritas por Afonso X. Mas, seguramente com a intençom de ser melhor vendidas em aquelas comunidades autónomas às que fai referência, som apresentadas baixo esse rótulo, idenficando além do mais os antigos reinos com as actuais comunidades autónomas, dumha forma bem pouco histórica: "Las cantigas que narran hechos acaecidos en los históricos reinos de León y Castilla, como era conocida antes del siglo XIII el área que hoy en día se denomina Comunidad de Castilla y León, han sido agrupadas bajo el nombre de Cantigas de Castilla y León".
Ainda assim, o disco, e o conjunto dos discos, distribuidos por Karonte, som mais que recomendáveis. Por dous motivos: porque som, do ponto de vista musical, interesantes e muito boas obras; e porque som, do ponto de vista da reivindicaçom lingüística, interesantes e muito bons argumentos. Como era que um suposto rei de Leom escrevia em galego-português? Entom, em que idioma falavam?, em que idioma cantavam?
As rádios do Berzo deveriam emitir de quando em vez algumhas dessas cantigas agrupadas baixo o título de Cantigas de Castela e Leom, para entender quê é o quê é o Berzo.