Alguém sabe como funciona isto?

4.29.2005

Campo da Água

Já temos falado em várias ocasons neste blog da deixadez com a que actuam as administraçons provinciais (de Leom), e autonómica (de Castela e Leom), com respeito ao Berzo. Certamente, é complicado explicar como é que nom existe mais reacçom anti-leonesa nesta nossa comarca se nom temos em conta a desinformaçom com a que essas administraçons agacham a sua nefasta actuaçom, e o rol de dique de contençom e estruturas de adormecemento que desempenham os partidos, sindicatos e outras organizaçons e instituiçons espanholistas.

Polo Diario de León de hoje, conhecemos que a Junta de Castela e Leom (já vos podedes imaginar que a sua denominaçom oficial é, única e exclussivamente, em castelam), tem deixado caducar a declaraçom de Conjunto Histórico das palhoças do Campo da Água, exemplo de arquitectura tradicional dos Áncares, no termo municipal de Vila Franca do Berzo.
Para retomar o expediente, é preciso que se passem três anos para que a mesma administraçom poda reabri-lo. Neste caso, tendo em conta que o praço expirou no Agosto passado, haverá que aguardar mais de dous anos para ver se entom a administraçom autonómica sim tem vontade de fazê-lo. Mas visto quais som os precedentes, é de imaginar que novamente será adiado.

Quê mais lhe tem a uns quantos burócratas de Valhadolid ou de Leom, que nem tam sequera sabem situar muito bem no mapa o Berzo, e muito menos Vila Franca, o desenvolvimento da comarca e a protecçom do seu património histórico? Que se pode aguardar de quem só se preocupa do Berzo para saber que pode incluir nas fotografias das campanhas publicitárias de turismo umha "zona verde"? Porque isso é o que realmente é para a Junta de Castela e Leom o Berzo: umha indefinida e abandonada zona verde, no recuncho noroeste.

Se queredes escrever-lhe ao Presidente da Junta de Castela e Leom, para perguntar-lhe por este tema, ou por algum outro, como a defesa e promoçom, real, da língua e cultura galegas nas comarcas do Berzo e a Seabra por parte da administraçom autonómica, podede-lo fazer aqui. Com a surpresa de que o podedes fazer no nosso idioma, o idioma de toda a naçom galega, desde Fisterra ao Maçanal (ainda que ele nom o saiba).

4.27.2005

Como ir a Irlanda

O Diario del Bierzo, que lamentavelmente nom publica absolutamente nada de nada em galego, nem tam sequera a secçom de cultura como fam os meios de comunicaçom da Comunidade Autónoma Galega, publica a notícia de que um grupo de alunas e alunos berzianos de três liceus (Bergidum Flavium, de Cacabelos, Padre Sarmiento, de Vila Franca, e Europa, de Ponferrada) nos que cursam a materia de Ciencias Socias em língua galega, visitarom a vila de Ponte Vedra, onde, entre outras actividades, forom recebid@s polo seu alcaide, Fernándes Lores.

O bom do Diário do Berzo, é que é um diário que permite comentar as notícias. Em casos assim, sempre há comentários mais interesantes e mais afortunados que outros. Sempre há quem vomita lá a sua falta de educaçom, e quem comenta tranquilamente a notícia ou refere-se a questons que guardam relaçom com esta. Quando publica notícias que tratam da língua galega e o Berzo, sempre aparecem aqueles recalcitrantes e obtusos que aproveitam para desafogar a sua mediocridade.
Neste caso, a dia de hoje aparece um só comentário, que pretende mofar-se desta actividade dos liceus referidos, e refere-se ao tema com umha frase final que di, por suposto em espanhol: "Irse a Galicia va a ser como irse a Irlanda".
Pois... vai ser que nom!. Ir a Ponte Vedra nom vai ser como ir a Irlanda. Em primeiro lugar porque nom supom visitar outra naçom (Ponte Vedra e o Berzo fam parte da mesma naçom, Galiza), e em segundo lugar porque nom supom ir aprender outro idioma (Ponte Vedra e o Berzo tenhem um idioma comum, sim: o galego).

O Berzo precisava mais actividades como esta. Mais intercámbios entre escolas e liceus, e também entre organizaçons e instituiçons culturais, educativas, sociais,... E também políticas.
Como em Irlanda, como em Irlanda...

As três Xacias

No passado dia 8 de Abril, recebia um correio electrónico dumha rapaza de Chantada, Carme Doval, perguntado-me, entre outras cousas, pola possibilidade de conseguir um exemplar do "Quen nos defende a nós dos idiotas" (Letras de Cal, 1997). Depois de um intercámbio de dous ou três correios, chegou-me mais tarde, o 19 de Abril, um convite dumha das suas profesoras, Susana, para participar no seu liceu num recital de poesia na primeira semana de Maio.
Portanto, na próxima semana estarei por Chantada, conhecendo as autoras que estam por tras do blog As tres Xacias, e também os seus companheiros e companheiras do Recuncho dos Venres e Pendellos, e as profesoras e profesores que som capaces de animar ao seu alunado para que escreva e fale na língua do país. Isso fai recobrar esperanças e sentir-se ainda orgulhoso de, quando menos, alguns profes.

Por ali andarei, recitando alguns poemas, antigos, e aproveitando para sacar de paseio os novos.

Novos como este:


"Qualquer pessoa pode escrever como Manolo Rivas
Ou como Suso de Toro
Eu próprio som capaz de escrever como Ferrim
ou como Manuel Maria"
explicava Chema ao público
em aquela charla-colóquio na biblioteca municipal da Veiga
Tinha publicados três livros de poesia
e um romance
Mas a sua profissom era a de camionista
O seu verdadeiro orgulho era aquele trailer
de 15 toneladas
"O dificil é escrever coma mim"
continuava a dizer
"colhendo o bolígrafo com a esquerda
o caderno em riba do volante
e circulando
a cem por hora
por essas autoestradas alemás do demo"

4.19.2005

Um "crack"

De nom ser porque conheço pessoalmente ao Jaureguizar, pensaria que a sua existência nom é real, que nom é mais que um invento da equipa informática responsável do Portal Galego da Língua, mantido na rede pola Associaçom Galega da Língua (AGAL).
Mas o certo é que o Jaureguizar existe, e nom é um invento do Miguel R. Penas e demais responsáveis do PGL para animar o seu portal e batir record de visitas e comentários: no momento de escrever este post, umha notícia enviada polo próprio Jaureguizar, sobre umha charla sua em Braga, leva 1010 visitas (!!!), e nada menos que 111 comentários!!!. Colosal.
Este homem é um crack. Já nos tem acostumados a ver como o seu bar se enche de gente que quer opinar sobre os temas dos que ele fala tras da barra. Mas agora, já nem necessita estar presente: enche outros bares só com anunciar a sua visita. Se contamos os comentários do PGL e os do seu negócio, a respeito do mesmo tema, já é de livro Guinnes. E se acrescentamos as cousas que se estam a dizer no foro electrónico da Assembleia da Língua, a cousa já nom tem possibilidade de ser medida...

Mas finalmente, todo é bem pouca cousa. Resulta que todo começa porque umhas quantas pessoas consideram negativo que o Jaure vaia dar umha charla a Braga, porque é um defensor do galego isolacionista. Mas se simplesmente fora assim, nom haveria polémica. De ser o autor da Casa Skylab um simples isolacionista, ou um isolacionista furibundo e convencido, nada disto teria passado, até porque nom teria ele enviado umha notícia ao PGL falando dumha charla sua em Portugal. Nom estamos a falar dum Alonso Montero, p.e., que imagino terá ido mais dumha vez dar charlas a Portugal: a ele nom se lhe ocorreria enviar umha comunicaçom ao PGL sobre o tema, e ao PGL nom se lhe ocorreria recolher tal "notícia".
O Jaureguizar é isolacionista. Sim. Mas também é nom anti-reintegracionista. Quer dizer: nom é anti-reintegracionista. E as pessoas que o conhecemos sabemo-lo. Por isso, imagino, o PGL recolhe a notícia de ele ir dar umha charla a Braga, por isso algumhas pessoas reaccionam contra os comentários críticos contra o Jaureguizar por ir dar essa charla, por isso, penso eu, o Presidente da AGAL, nestes mesmos días, decide dedicar-lhe um texto que aparece no PGL (e que também vai caminho de batir records, e nom polo que di o texto, mas pola dedicatória).
Algumhas pessoas, reintegracionistas, dentro do amplo, plural e variado espectro que tal denominaçom recolhe, pensarám que é negativo que um isolacionista nom anti-reintegracionista participe numha charla em Portugal. É a sua opiniom. Eu opino o contrário. Sei, tenho a completa seguridade, de que o Jaureguizar nom terá dito barbaridades sobre o reintegracionismo na sua charla em Braga. Terá dado a sua opiniom, evidentemente, que nom coincide com a minha, p.e., ou com a de muitas outras pessoas reintegracionistas. Mas nom terá mentido, nom terá insultado, nom terá denigrado.

Algumha vez ele escreveu no seu blog que nesta questom do reintegracionismo ele nom era practicante, mas si creente. Menos dá umha pedra. Tal vez algum dia se faga practicante. Nom penso que por isso tenhamos que excomungá-lo.
Penso eu.

4.15.2005

Conselho Comarcal / Consejo Comarcal

O Conselho Comarcal do Berzo (oficialmente denominado, única e exclusivamente em espanhol), tem aprovado duas resoluçons em prol da língua galega, em 17 de Maio de 2001 e em Maio de 2004. Agora, Fala Ceive pide publicamente que essas declaraçons de intençons se traduzam em factos, e solicita do Conselho Comarcal que a sua renovada web se renove ainda mais para convertir-se num web bilíngüe, igual que a comarca.
Vermos qual é a resposta do Conselho Comarcal e do seu Presidente, ou se todo eram nada mais que palavras, palavras e palavras.

Desde o Eu-Návia

Em referência ao meu comentário sobre a retirada proposta do PSOE de Galiza no Parlamentinho, chega-me informaçom do Carlos Varela Aenlle, natural da comarca do Eu-Návia e membro da "Real Academia Galega", sobre as suas declaraçons à imprensa, na que explica que o único erro da proposta do PSOE era "que nom se pode ensinar galego a umha das comarcas que melhor o falam", e critica aos alcaides psoecialistas de aqueles territórios baixo administraçom asturiana por nom fazer nengumha mençom à transculturizaçom desse comarca nem ao processo de espanholizaçom.
Bem se ve que algumha cousa está, ainda, viva na Galiza irredenta onde mais difícil é manter a chama da língua.

4.14.2005

Pre-campanha (I)

Procuro no e-Estraviz, e atopo:

Fraga s. f. (1) Bosque de árvores, de diferentes classes, plantadas ou nadas espontaneamente. (2) Lugar cheio de penedos e rochas. (3) Rocha escarpada. Penedo, penhasco. (4) Espécie de silva. (5) Matorral que serve de abrigo por romper nele a força do vento. (6) Terreno muito fundo entre montes abruptos. (7) Xisto piçarroso descarnado num monte. Sinóns. Fragaria, banhola, vaganta, ribanceira, alcantil, penha, penhasco [lat. fraga].

Quintana s. f. (1) Casa campesina com horta e dependências. (2) Adro que está diante da porta de uma igreja e serviu em muitos sítios de cemitério [lat. quintana].

Nom aparece Tourinho, mas entom, para demostrar que os reintegracionistas nem sempre som os que andam a dizer cousas raras, vou ao Gran Diccionario Xerais da Lingua (ainda pola antiga normativa ILG, reparem no diccionario com dous c). Consulto a 1ª ediçom, de Decembro de 2000, segum a 1ª re-impressom, de Fevereiro de 2001, e di:

Tourinho: persoa imbécil ou idiota.

E isto dá-lhe um novo significado, radicalmente distinto, à palavra de orde "Tourinho Presidente".

Conclusons:
1.- Estraviz e os amigos da AGAL devem completar o seu dicionário electrónico.
2.- O PSdG-PSOE terá que ter cuidado com que a gente visite os dicionários durante a campanha, e pre-campanha, eleitoral.

4.13.2005

O PSOE, Fraga, a Galiza e a nossa língua

O PSOE (autodenominado PSdG-PSOE na Galiza administrativa) nom defende o galego nem dentro nem fora da CAG.
Inteiro-me polo foro de debate do web de Fala Ceive, que o PSOE retirou a sua proposta nom de lei, da que falava eu há uns dias, que apresentara no Parlamentinho do Hórreo, para a defesa e promoçom da língua e a cultura galegas fora do território da actual Comunidade Autónoma Galega, quer dizer, nos territórios do Eu-Návia, O Berzo, A Seabra e o Val de Elhas.
O comentário aparecido no web de Fala Ceive recolhe a notícia oferecida polo diário asturiano "La Nueva España" (só o nome, já mete medo), no que vários alcaides psoecialistas da comarca do Eu-Návia (baixo administraçom asturiana), se felicitam por tal retirada, pois consideravam a proposta da secçom galega do PSOE como umha ingerência, umha provocaçom, etc., etc., etc.
Agora, frotam as maos todos aqueles a quem a defesa e a promoçom do galego (ou do galego-português), e do asturiano (ou do astur-llionés), lhes importa um caralho, porque o único que lhes preocupa é a preponderáncia do espanhol. E, por se fora pouco, os de Andecha Astur, fam-lhe os coros, pensando que a má saude da nossa língua é inversamente proporcional à boa saude do asturiano, quando o certo é que os únicos que saim beneficiados som os espanholistas.
Hoje mesmo aparecem nesse mesmo meio umhas declaraçons de Fraga, insistindo em que nunca houvo nem há actualmente ingerência de nengum tipo, e desvelando, e isso sim que deveria ser umha notícia dentro da Comunidade Autónoma Galega, que "hace tiempo que hay un acuerdo con Asturias de no trabajar en ese asunto, y se está cumpliendo".
Que significa isso? Que o Governo galego nom cumpre, premeditadamente, as suas obrigas de defesa e promoçom da língua galega mais alá dos limites da CAG? Nom vai haver nengum pronunciamento da Academia Galega? Do ILG? E por parte doutras entidades? Ou é que a precampanha eleitoral obriga a nom entrar em terreos fora do considerado eleitoralmente transcendente?

4.11.2005

Olhar para outro lado

Publico no último número do Abrente (vozeiro trimestral de Primeira Linha), um artigo sobre o Berzo e a sua situaçom política desde umha óptica galega, independentista e de esquerdas, que agora reproduzo cá.
A soluçom nom é olhar para outro lado
Nas comarcas galegas da faixa oriental, o Berzo e a Cabreira, oficialmente em território da província de Leom, a Seabra também oficialmente na província de Samora (ambas as duas províncias da Comunidade Autónoma de Castela e Leom), e no Eu-Návia (nas Astúrias), estamos a sofrer as conseqüências da falta de decisom, valentia e coragem por parte do conjunto do nacionalismo galego (incluído o independentismo) nos últimos, como minimo, 30 anos.

Se bem praticamente todas as organizaçons do nacionalismo no período assinalado (e algumhas mesmo desde antes, como é o caso do periódico galego A Fouce, editado na Argentina pola Sociedade Nacionalista Pondal), recolhiam ou recolhem umha defesa, mais ou memos morna, mais ou menos decidida, segundo os casos, da galeguidade destas terras, ou de algumha delas, o certo é que desde o ano 1975 até a actualidade nom tem havido umha acçom política real nesse sentido.

Como resultado dessa inaniçom, hoje em dia as comarcas orientais, aquele território que historicamente deu em ser chamado a Galiza irredenta, conhece um forte e acelerado processo de perda de identidade lingüística, cultural e política, ao tempo que avança sem praticamente achar resistência umha identidade espanhola que pretende negar qualquer possibilidade de que estas comarcas conheçam e/ou recuperem a sua memória, a sua história e a sua identidade. Este processo, vive-se dumha maneira muito mais virulenta no território do Eu-Návia, onde os sectores mais reaccionários e antigalegos do nacionalismo e da esquerda nacionalista asturiana, gasta mais esforços em combater a galeguidade daquelas terras do que o próprio espanholismo que tenhem dentro do seu território.

Hoje em dia, tam só NÓS-Unidade Popular mantém umha estrutura, fraca, mais real, em algumha destas comarcas, visando construir também no Berzo, tal como no conjunto da naçom, a esquerda independentista que Galiza e o seu povo trabalhador precisam. Mas o trabalho político da esquerda independentista no Berzo desenvolve-se numha situaçom muito distinta à existente dentro da Comunidade Autónoma Galega.

Em primeiro lugar, porque os sectores políticos, sociais, sindicais, juvenis, com os que NÓS-UP mantém relaçons ou colabora, nom existem no Berzo. Nom existe nengumha organizaçom (plataforma, grupo político, organizaçom social, sindical, juvenil, etc.), que seja quem de dar forma e de acumular forças no caminho de converter o Berzo numha comarca com capacidade para se autogovernar e decidir livremente o seu futuro dumha óptica de esquerdas.

Assumir realmente a questom berziana (e o mesmo pode ser dito das demais comarcas arraianas), supom denunciar e rejeitar a actual divisom político-administrativa emanada da Restauraçom Borbónica, e abrir o que para os grandes partidos de obediência espanhola é a Caixa de Pandora da reorganizaçom territorial. Nengumhas das organizaçons de obediência estatal, sejam partidos, sindicatos ou organizaçons juvenis, vam poder avançar nesse sentido.

É dos sectores progressistas, de esquerda, alternativos e revolucionários de onde tem de vir a resposta. E aí deve estar presente a esquerda independentista galega, dinamizando estruturas que possibilitem a confluência desses sectores, trabalhando com eles, criando espaços comuns.

E para isso nom pode aplicar-se a mesma recita que o nacionalismo e o independentismo galego vem aplicando nas últimas décadas: resolver o problema da Galiza irredenta a olhar para outro lado.

4.07.2005

Aniversário

Onte estivem de aniversário. Dediquei-me este poema.

Olho para as leitugas
enquanto boto água nas fendas da memória
e co sacho golpeio docemente
cada umha das palavras que rodeiam esta casa
"Parabéns"
berram os gatos todos os gatos do mundo
enquanto sigo a cair polo precipício
e oito galinhas cantam
a coro
a melodia das casas habitadas


Um cam dorme diante da porta
aberta

Lentamente
esqueço as horas
os minutos os segundos
até chegar a esta pequena sensaçom de calor
Talvez todo seja arrastar palavras
dum lado para outro
sem cessar
até que alguém escuite
e entom ficar em silêncio
Para sempre

Fanny e Alexander

Fanny e Alexander, música avançada, dim, desde Compostela para o mundo, fazendo umha pequena parada no Proyecto Demo, de Rádio 3, o festival musical esse de Benicassim que leva o nome dumha marca de cerveja (da que gosto mais bem pouco), e ainda algumhas outras entidades.
, unindo-me à campanha blogueira em rede, podedes votar por eles. E , fazede-o primeiro, podedes escoitar três temas. N'A Regueifa informam: Para o concurso apresentaron un tema en inglés -Tree to hide- e dous en galego -Tebras entre as mans e Hora da morte, este último sobre un poema de Darío Xohan Cabana-.
Fanny e Alexander som Maria Efigenia Arias Baltar e Noel Feáns Garcia. Ele, penso, tem família polo Berzo, assim que, finalmente, todo fica na casa. Que mundo mais pequeno! Com ele compartilhei várias tardes de segunda-feira de reunions, lá em Compostela. A ver se triunfam, e se fam famosos, e aquele cd da Fusquenlha se convirte numha autêntica joia de coleccionista.
Avante!

4.06.2005

Um prémio por nom publicar em galego?

O Diario de León, do grupo Voz, recebeu onte em Lugo um dos Prémios "nacionais" (espanhois) que concede o Ministério de Cultura do Estado (espanhol também, of course), da mao da ministra Carmen Calvo. Parece ser que o prémio se lhe concedia ao suplemento literário "El Filandon", pola sua labor de apoio ao livro e à leitura.
Nom está de mais lembrar, que este periódico, ao igual que practicamente todos os meios de comunicaçom do Berzo (imprensa, rádio, televissom e meios electrónicos), negam-se a publicar textos ou artigos ou a recolher declaraçons feitas em galego, língua do Berzo.
E onte, um representante de dito periódico, pertencente ao mencionado grupo, foi recolher a Lugo um prémio relacionado com a cultura e essas cousas. E, como já sabedes, outras vezes o que recolhem som os fundos da Conselharia de turno por fomento da língua galega e essas caralhadas.

Quero a minha parte do canon

Já sei o que figestes no último Fevereiro.
Quero a minha parte.

4.02.2005

Vai ser que nom

Em fim... por agora vai ser que nom.

Já sabedes que onte foi 1 de Abril, e esta foi a minha pequena contribuiçom à recuperaçom e promoçom dumha das nossas tradiçons: o dia nom que é melhor nom crer nada do que che contem, ou che escrevam.
Mas nunca se sabe...

Saude.

4.01.2005

Reunificaçom

Hoje 1 de Abril, espertei-me escuitando na rádio do meu despertador que umha comissom de trabalho do Conselho Comarcal do Berzo, está a preparar um informe que será apresentado no plenário desse organismo para a sua aprovaçom, no que aposta pola segragaçom da Comunidade Autónoma de Castela e Leom e a imediata reunificaçom com a Comunidade Autónoma Galega, como resposta aos graves problemas da comarca e ante a completa falta de atençom por parte da Junta de Castela e Leom. A notícia, umha exclussiva, falava de que o informe, ainda confidencial, está a ser elaborado por três membros do Conselho Comarcal, entre eles, presumivelmente, o seu Presidente.
Permanezo atento às rádios, a ver quais som as reacçons que se produzem. Em quanto tenha mais informaçom, colarei-na no blog. Também convem permanecer atentos às possíveis reacçons por parte da Junta de Galiza.