Alguém sabe como funciona isto?

5.31.2005

MAIS galego no ensino, já!

Fala Ceive vem de reclamar publicamente a "ampliaçom do ensino da língua galega a todos os centros educativos nom universitários do Berzo ocidental", para consolidá-la, definitivamente, e fazer que perda o carácter experimental temporal que tem até o de agora, fruto do Acordo de Cooperaçom assinado entre a Junta de Galiza e a Junta de Castela e Leom, atendendo aos direitos lingüísiticos da comunidade berziana galego-falante.
Num escrito dirigido à Comissom Mixta de Seguimento para a promoçom do ensino da língua galega no Berzo, integrada pola Conselharia de Educaçom da Junta da CAG e a Conselharia de Educaçom da Junta da CACyL, a Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo solicita que se amplie o ensino da língua galega a todos os centros educativos nom universitários do Berzo ocidental, para evitar as actuais desigualdades na implantaçom desta matéria, que ainda nom está presente nos colégios das localidades galegófonas de Carracedelo, A Veiga de Valcarce, Quilós e a Veiga de Espinhareda, onde si existem maes e paes interesad@s em que se imparte essa matéria.
Ademais desta importante solicitude, Fala Ceive também lhe traslada ao citado organismo outras petiçons, como a realizaçom dumha necessária campanha informativa sobre o ensino da língua galega na nossa comarca, no sentido da resoluçom do Procurador do Comum de Castela e Leom, na que instava à Direcçom Geral de Planificaçom e Ordenaçom Educativa da Junta de Castela e Leóm a realizar tal campanha. Neste sentido, Fala Ceive também reclama que as páginas web dos centros educativos nos que já está implantado o ensino da língua galega recolham informaçom sobre essa oferta escolar.
Por último, Fala Ceive considera importantíssimo que se convoquem com regularidade anual os cursos de formaçom do profesorado em língua galega, a través do Centro de Formaçom e Inovaçom Educativa (CFIE), possibilitando que o profesorado adquira os conhecimentos necessários de língua e cultura galegas, propondo, ao mesmo tempo, a criaçom dum Departamento Didáctico de Língua Galega no CFIE, no que se integre todo o profesorado desta matéria no Berzo, para coordinar a formaçom do mesmo, programar actividades conjuntas, realizar materiais pedagógicos, etc...

Agora, falta por saber, como sempre, se as instituiçons involucradas (Junta e Junta, ambas em maos do PP) tenhem em conta estas petiçons ou, mais umha vez, fam ouvidos xordos. A Junta da CAG também nom tem muitas possibilidades de dizer oficialmente que nom tendo em conta que algumhas destas petiçons (como por exemplo, o início de conversas e negociaçons para a implantaçom da língua galega em todo o ensino nom universitário) já aparece recolhido no seu flamante Plano de Normalizaçom Lingüística, aprovado, lembremo-lo, no Parlamentinho de Cartom por todos os grupos presentes no Hórreo (PP, BNG e PSOE). Veremos se é papel molhado ou tenhem intençom séria de levá-lo avante.

Mentres, no Berzo ainda há alguns que querem seguir com a absurda polémica da "impossiçom do galego normativo", e o professor J. A. Balboa de Paz escrevia onte no DiáriodeLeom sobre o tema, criticando, finalmente, que a língua galega seja umha língua real, e nom um conjunto inconexo de dialectos locais ou comarcais. "El gallego, en su variedad dialectal berciana, es parte del patrimonio cultural del Bierzo Oeste y como tal debe ser preservado por las instituciones y por el pueblo. Es más, el gallego normativo -no hay que confundir lengua y habla- puede ser una asignatura en el programa educativo de los bercianos, porque vivimos en una zona de contacto con esa comunidad, y esto facilita las relaciones y es en definitiva un bien". Com toda provabilidade, nom se preocuparam muito de saber se o espanhol que os rapazes e as rapazas berzianas aprendem no colégio é o espanhol dialectal do Berzo, de Salamanca, ou de Múrcia, aceitando, acriticamente, a impossiçom do "espanhol normativo", que nom é próprio desta comarca. Claro que de quem comeza um artigo com o típico tópico de que "las lenguas, antes que cualquier otra cosa, son herramientas para la comunicación entre los hombres", para depois pontoalizar com o nom menos tópico de que "esa riqueza lingüística de nuestro país debe preservarse pero no debe ser un arma, como quieren los nacionalistas, para la desintegración nacional", nem se pode, nem se deve aguardar muito.

5.30.2005

Divertimentos

Andivemos a jogar na escola com a literatura, e isto foi algumhas das cousas que escrevim. Tratava-se de continuar o escrito em negrito.

O médico remata de examinar-me e tranqüilizar-me: nom é grave, numha semana estarei bem. Eu desconfio. Quando me fala fai-no como se nom falara comigo. Como se falará só.
Além do mais, na porta do seu gabinete há um cartaz que di: "Dr. Rodríguez. Médico-forense".

Num pequeno povo de Escócia vendem livros com umha página em branco perdida polo meio do volume. Todo o mundo pensa que detrás se agacha um grande mistério, mas o único certo é que o dona da imprensa despediu ao revisor das provas e já nom tem ninguem que controle os trabalhos que se fam na sua empresa.


Outro dia, mais.

5.26.2005

Torradeira do pam

Umha das vezes
a voz saiu da torradeira do pam
Já sabedes
esse aparelho que torra o pam
com umhas resistências eléctricas

Ele
como todas as manhás
ia almoçar
e meteu as fatias de pam na torradeira
e carregou no botom
Nesse momento
a torradeira começou a falar
"Nego-me a acreditar nos venenos. Desde a conquista espanhola o meu povo ri idiotamente por umha grande ferida. Quase sempre é de noite..."
Ele gostava do pam no seu ponto justo
No que ele considerava o seu ponto justo
3 minutos
Aos 3 minutos as fatias de pam saltárom
e a torradeira deixou de falar

Ficara os três minutos absorto
a escuitar a torradeira
Sem pensar
pegou em duas novas fatias e meteu-nas na torradeira
Carregou no botom
Novamente falava
"O viageiro encaminha-se através da espiral embora nom
lembra quando e onde penetrou.
Supom que o caminho tem forma de espiral..."
Novamente aos 3 minutos saiu o pam quente
torradinho
tal e como ele gosta
Instintivamente
deu-lhe à rodinha até os 6 minutos
"O pam sairá mais torrado"
pensa
"mas a voz nom parará tam rápido"
Mete as fatias
desejoso de ouvir novamente aquela voz
espectacularmente preciosa
que lhe fala
a ele
Carrega no botom

Passam as horas
A escuitar a voz
e a pensar na sorte de ter mercado
ontem mesmo
dous pacotes de pam de forma

5.21.2005

Línguas, mentiras e miles de euros

A UPL sigue erre que erre e da-lhe que da-lhe. Como dizia o outro, nom pode ser que a realidade lhes arruine um titular de imprensa. Para isso existe um cóctel milagroso, que eles nom inventarom, tudo tem que ser dito, composto por três partes de manipulaçom, cinco ou seis (ou mais, segum os gostos do pessoal) de mentira e umha grande porçom, muito grande, de ignoráncia supina (essa ignoráncia tam cotizada, e que com tanto esmero cultivam algumhas pessoas).

Se nestes días passados era o Presidente da direita leonesista, Melchor Moreno, que mostrava publicamente a faze mais retrograda, cazurra e cavernícola da sua formaçom, declarando barbaridades que muitas pessoas pensavamos já erradicadas de qualquer discurso político racional ("es una aberración cultural la imposición del gallego en las escuelas del Bierzo"), hoje quem sai à cena meiática é o Joaquin Otero, Secretário Provincial desta (de)formaçom, quem publicamente exige que a Junta de Castela e Leom nom sufrague o ensino da língua galega no Berzo, porque, explica, "há outras prioridades". Nom contento com isso, também se soma ao carro do seu Presidente, e dí (sempre em perefeito espanhol, claro, que o "llïonés" fica para os livros de história), que no Berzo nom se fala galego, nem sequera em Vila Franca (de onde é natural a sua família), e que em todo caso o que se fala é "una variedad dialectal galaica pero mezclada con el leonés, que nada tiene que ver con el gallego de la Academia de la Lengua Gallega, el de Santiago de Compostela". Já se podem vostés imaginar, sofridos leitores deste humilde blog, que as demais declaraçons siguem por esse caminho... Às vezes dam ganhas de pedir que o falar nom seja gratis, que haja que pagar por palavra pronunciada, a ver se assim alguns pensam duas vezes as cousas antes de dizé-las.

Mas o realmente escandaloso é que se atreva a pedir-lhe à Junta de Castela e Leom que nom invista dinheiro na ensinança da nossa língua na nossa comarca, porque há outras prioridades, quando o certo é que tal e como desvelava o Diario de León há uns días, os practicamente 600 alunos e alunas de língua galega em diversos centros de ensino na comarca custam-lhe a ridícula quantidade de... 9000 euros! Um milhom e meio das antigas pesetas! Já podem vostedes imaginar quem corre com os gastos que supom promover a língua galega nos colégios e liceus, graças a um convénio assinado entre as administraçons autonómicas da Comunidade Autónoma Galega (CAG) e da Comunidade Autónoma de Castela e Leom (CACyL).

Como nota discordante ante tanta estupidez e idiotez, merece ser destacada, por umha banda, a publicaçom dum artigo (em espanhol, imaginamos que por imperativo legal) do Quique Costas no Diario de León de hoje, baixo o título de A língua galega também é do Berzo ("La lengua gallega también es del Bierzo"): "Lo que no tiene explicación es que este político leonesista pretenda ilegalizar una de las riquezas culturales de su país, sobre todo cuando hoy son más los bercianos que estudian gallego que los que en El Bierzo votan leonesista. El Bierzo tiene una parte occidental de lengua gallega que enriquece la pluralidad cultural de León, porque el gallego no es sólo lengua de Galicia, también lo es de León (y de Asturias, Zamora y Extremadura). Entender esto es querer entenderse. Despreciar e ilegalizar esta realidad demuestra la burda ignorancia que exhibe este político". Evidente resulta que há muitas questons, ou melhor digamos: algumhas questons, nas que nom coincidimos com Quique Costas. Evidente resulta também que há algumhas, ou melhor digamos: muitas, nas que sim.

E, por outra banda, merece também um comentário o pronunciamento de Izquierda Unida de Leom ante o tema que nos ocupa. A mais de um nos surprenderá, mas o certo é que está, nom é um desvario fruto da minha imaginaçom. Um comunicado público no que afirmam que "a UPL minte quando declara que no Berzo nom se fala galego", e no que mostram o seu apoio ao fomento e à promoçom da língua galega na nossa comarca. Segum declara o Conselho Político provincial de Leom, por boca do seu membro Aniceto Reyes, "el gallego no es en ningún caso una lengua impuesta en la comarca. La lengua y cultura gallegas son propias, autóctonas, de nuestra comarca, y como tal deben ser reconocidas, protegidas y fomentadas. Es de justicia, por tanto, reconocer los derechos lingüísticos y culturales de los y las gallego-hablantes de esta comarca, y recoger en el Estatuto de Comarcalización y en el Estatuto de Autonomia de Castilla y León esa realidad, junto con el hecho diferencial de la propia Comarca del Bierzo". Umha oportuna declaraçom de apoio à reivindicaçom lingüística galega que mesmo no PGL tem merecido umha notícia.

E é que, como alguém di num comentário publicado no DiariodelBierzo, resulta incrível que ainda haja gente sensata na meseta!

5.20.2005

Da-lhe que da-lhe...

Pois sim, ainda há algumha cousa peor que um político ignorante a falar do que nom sabe: às pessoas que lhe fam caso, ainda sabendo que minte.

Por sorte, siguem aparecendo mais medicamentos, remédios e vacinas contra a ignoráncia, mas a questom é que já imos começar a pensar que nom é ignoráncia, que se trata de algumha cousa peor.

Parece que a UPL tem interese em continuar com esta absurda, e falsa, polémica. Mas no Berzo as cousas vam por outros caminhos. Eles nom o sabem, porque nom consiguem mirar mais alá do Mançanal, mas assim é. Como dizia o outro: nós, ao nosso.

Saude e Língua!

5.19.2005

Ráncia ignoráncia

Só há umha cousa peor que umha pessoa ignorante a falar do que nom sabe, e é um político ignorante a falar do que nom sabe.
Por sorte, a ráncia ignoráncia tem cura. Alguén deveria receitar-lhes remédios ou vacinas.

Se vostede é das pessoas que pensa que nom entende galego, pese a estar lendo este blog, procure nos remédios. Se nom, procure nas vacinas. Os componentes som os mesmos, mas a apresentaçom do medicamento varia.

; )

5.18.2005

Saude e Língua(s)

Nom se entende bem como é que resulta tam recorrente entre as pessoas contrárias ao reconhecimento e normalizaçom da língua galega no Berzo (algumhas abertamente anti-galeguistas, outras disfarçadas de leonesistas), essa falácia que supom que a má saude da nossa língua no Berzo vai supor umha melhoria para a saude da língua leonesa, ou astur-leonesa.Nom é certo. É umha mentira, empregada abundantemente, que nom tem consistência algumha a pouco que se reflexione sobre ela.

A saude do astur-leonés nom tem nada a ver com a situaçom da língua galega, e viceversa. Os defensores da língua galega como língua própria e autóctona do Berzo nom estaremos mais contentos polo facto de que o astur-leonés nom tenha reconhecimento por parte das autoridades leonesas e castelam-leonesas.

A situaçom do astur-leonés é grave, bem certo. Mas disso nom tem culpa a língua galega. A culpa será da sociedade leonesa e castelam-leonesa, que nom é quem de promover a sua difusom, promoçom, normalizaçom, protecçom... E, por suposto, das autoridades e instituiçons que nom cumprem com o que deveria ser o seu dever: a defesa do património histórico, e dentro del, da língua leonesa.

Vem isto a conto pola suposta polémica que algumhas pessoas querem criar com a aprovaçom por parte da Presidência do Conselho Comarcal do Berzo dumha declaraçom institucional bilíngüe, com motivo do 17 de Maio, Dia das Letras Galegas. O Conselho Comarcal, ao contrário que outras administraçons e instituiçons que padecemos nesta comarca (a saber: a Deputaçom de Leom, a Junta de Castela e Leom, muitas das instituiçons locais, e algumhas outras como a Universidade de Leom, etc...) parece que sim quer defender o património histórico berziano, e dentro del, especialmente, a língua galega. Isso nom é criticável.

Nom temos os defensores da língua galega no Berzo nengum problema em reconhecer a existência, e necessidade de protecçom em diversos ámbitos e por parte de diferentes organismos, da língua leonesa. Mas o que nom tem sentido é pretender enfrentar estas duas línguas (minorizadas) mentres a língua dominante, a língua que realmente se acha em possiçom de poder e hegemonia sigue avançando sem atopar practicamente resistências e contando com o beneplácito das instituiçons, organismos e grande parte da sociedade organizada (partidos políticos, sindicatos, associaçons de diversos tipo, etc...).

Devem convencer-se os leonesistas de que a má saude do galego, ou galego-português, nom vai supor a boa saude do leonés ou astur-leones. Pretender avançar seguindo o modelo asturiano (onde os asturianistas mais descerebrados malgastam o seu tempo em atacar a língua galega, em vez de em defender a sua língua, mesmo hoje nom oficial), é um suicídio para o movimento de defesa do leonés.

Negar a existência do galego no Berzo é umha barbaridade tam grande como pretender que Astorga é umha cidade galego-falante. O leonesismo político, representado pola UPL, fai-lhe um favor bem cativo às pessoas que defendem um Berzo leonés ao renovar a sua web e falar exclussivamente do leonés, ou astur-leonés. E, ao mesmo tempo, fai-nos um grande favor às pessoas que pensamos que a comarca do Berzo deve ser, também oficial e administrativamente, parte da Comunidade Autónoma Galega, pois parte da Galiza já o é por motivos históricos, políticos, culturais, lingüísticos, sociais, etc... E também, pola desatençom e abandono, pola negaçom da sua identidade e história, pola destruçom da sua memória, que sofre por parte de Leom e de Castela e Leom.

Mas em todo caso, o Berzo será o que voluntariamente os e as berzianas, as pessoas que vivemos e trabalhamos no Berzo, queramos que seja. Os leoneses, parecem querer, a dia de hoje, que o Berzo nom seja Leom. Isso, também, nom é criticável.

5.17.2005

O dia do Dia das Letras

Neste ano há no Berzo umha intensa actividade a propósito do Dia das Letras. Galegas, evidentemente. Já falamos dos actos organizados por Fala Ceive na semana passada, e de como os meios de comunicaçom, sobre todo as rádios, se mostrarom interesados no tema. Onte mesmo, houvo umha tertúlia em Onda Berzo (Punto Rádio), sobre a língua e a comarca do Berzo, onde estavamos presentes membros de FC, da nova asociaçom da língua Xarmenta, pais de alunos de língua galega, mestres, etc... É umha tertúlia que tem lugar todos os anos, coincidindo com o Dia das Letras, sempre em galego, graças ao trabalho do jornalista Ricardo Temez.

E hoje, os meios da comarca recolhem a declaraçom institucional bilíngüe do Conselho Comarcal do Berzo, no que a citada instituiçom reivindica, por um banda, que na próxima e ineludível reforma da Lei da Comarca do Berzo conste um reconhecimento específico da nossa língua, por ser língua autóctona do Berzo, e por outra reclama competências em materia lingüística para proteger e fomentar a língua galega em ámbitos como o ensino, a administraçom, ou a toponímia. É importante reconhecer os pasos, pequenos a primeira vista, mas de grande calado e transfondo, de esta instituiçom pública berziana (a única que tem como ámbito de actuaçom o conjunto da comarca), polo que supom de apoio e de normalizaçom da língua galega. Lembremos que o Presidente do Conselho Comarcal, Ricardo González Saavedra, estivo presente nos actos de celebraçom do Dia das Letras organizados por Fala Ceive na sexta-feira passada, reafirmando o seu compromisso pessoal e institucional com a reinvindicaçom e defesa da normalizaçom lingüística, com completa normalidade.

E ainda que os meios insistem em seguir oferecendo maioritariamente o discurso de que a defesa da língua galega no Berzo vem dada pola proximidade da Galiza administrativa, e nom por ser o galego língua própria e autóctona do Berzo, o certo é que pouco a pouco, sem grandes avances dum dia para outro, mas também sem pausa, a reivindicaçom da língua e cultura galegas, da língua e cultura próprias do Berzo, vai ocupando o lugar que lhe corresponde na realidade diária da comarca. Nisto, coincidiamos onte na tertúlia de Onda Berzo todas as pessoas participantes. E aí está também hoje o artigo de Rafa Adán no Diario de Leon, falando do Dia das Letras, e insistindo em que a chave da defesa e promoçom da nossa língua na nossa comarca está nos e nas galego-falantes berzianos/as. Em que com orgulho, e com completa normalidade e liberdade, podam (podamos) exibir diariamente a condiçom de galego-falantes.

E ainda, por seguir a falar das celebraçons do Dia das Letras no Berzo, temos que fazer mençom aos actos organizados polo Departamento de Galego da Escola Oficial de Idiomas de Ponferrada, e que se celebram durante todas esta semana.

Se de ano em ano, dum 17 de Maio para outro, devemos analisar o trabalho feito e o trabalho por fazer, devemos concordar, sem cair em triunfalismos falsos e inecessários, em que algum bom trabalho devermos ter feito as pessoas implicadas neste tema na nossa comarca, para poder ter presenciado um Dia das Letras no Berzo com tantas celebraçons, actividades e novidades. O futuro, mais umha vez, depende de nós. No caminho, teremos de encontrar-nos, para avançar juntos. Estou convencido.

5.16.2005

Oferece-se blogueiro sem conhecimentos...

Já vedes polo comentário anterior que o meu controlo do blospó é bem cativo... Que se lhe vai fazer!
Menos mal que a foto saiu noutros meios.
Prometo aprender um pouco mais, mas mentres tanto lembrai essa legenda que figura baixo o nome do blog: "alguem sabe como funciona isto?".

; )

5.14.2005

Sucesso

http://www.diariodeleon.es/graficos/2005/05/14/db14p12f4.jpg">

Umha ateigada sala de actos da Obra Social de Caja Espanha em Ponferrada, onde muitas pessoas tiverom que ficar de pé ante a falta de cadeiras, acolheu onte, 13 de Maio, a celebraçom do Dia das Letras no Berzo, organizada pola Associaçom Cultural Fala Ceive.

Desde os primeiros minutos das sete da tarde, dúzias de pessoas acodiam ao local onde tiverom lugar os actos, e polo que passarom nom menos de cento sessenta pessoas, entre elas algumhas autoridades, que quigerom reconhecer assim o trabalho realizado por esta Associaçom Cultural, como o Presidente do Conselho Comarcal, Ricardo González Saavedra (na foto a saudar à apresentadora e coordenadora do acto, Sílvia Ribas). Também estavam presentes algumhas das organizaçons, entidades e colectivos que tenhem colaborado com Fala Ceive para levar adiante esta celebraçom e outras actividades de defesa da língua.

Mas os verdadeiros e verdadeiras protagonistas forom as crianças dos diversos centros públicos de ensinança, que participarom na celebraçom e que recolherom, para alem dos agasalhos com os que os obsequiou Fala Ceive, os aplausos dum público, de aquem e alem O Cebreiro, emocionado e completamente entregado no apoio à defesa, promoçom e dignificaçom da nossa língua nacional.

As intervençons dos responsáveis da revista A Curuxa (a primeira revista escolar do Berzo editada em língua galega), as intervençons dos/as poetas e músicos convidada/os completarom um acto que foi pechado com a música dumha banda de gaitas do Berzo, e que continuou mais tarde com uns vinhos e uns petiscos de confraternizaçom entre as pessoas participantes.

Diversos meios de comunicaçom, da rádio, da imprensa e da televissom, assim como de meios electrónicos, recolherom a celebraçom deste acto, e entrevistarom ao longo do dia a responsáveis de Fala Ceive para recolher as suas opinions sobre a actual situaçom da língua galega no Berzo.

Com actos como o de onte, com certeza, a nossa língua seguirá viva no Berzo, com o compromisso activo e militante, com a vontade, e com a ilussom dumha associaçom cultural como Fala Ceive e os seus e as suas membros. E, por suposto, com as crianças, que som o futuro, a engrossar as fileiras da defesa do galego também no Berzo.

5.13.2005

Lama das Quendas

Com um nome tam atractivo, era difícil que o recital nom saira bem. Já comentei aí atrás, que um bom dia chegou um e-correio de Carme Doval, estudante do IES Lama das Quendas, para falar dos meus livros e convidar-me a um recital de poesia que os seus profes andavam a organizar dentro dumhas jornadas que levavam por título "Semana da poesia". Eu aceitei, claro. E o dia 11 estavamos em Chantada a Maria Lado, a quem também convidaram, mais este seguro servidor.

Ainda estou um pouco alucinado... O recebimento foi boíssimo. As companheiras e companheiros da Carme, e ela também claro, trabalharam sobre os poemas de nós os dous e doutros muitos poetas (Kiko Neves, Edu Estévez, Xela Arias, Lupe Gómez, grupo Rompente, Ronseltz, etc...), e, para além de ter bons conhecimentos da literatura mais recente, eram capazes de conectar com ela, de entendé-la e de fazer leituras novas, distintas, dos livros. Da mao da sua profesora de língua, Susana, figerom uns trabalhos marabilhosos com os poemas. De procurar desenhos e fotos para um poema, até auténticos trabalhos de recriaçom literária a partir dum ou mais textos, passando por apresentaçons dos textos completamente surprendentes. Um poema de Maria, por exemplo, o de Cuqui, o osinho de peluxe, aparecia colgado com pinças, e cumha foto dum osinho. Outra pessoa introduziu vários poemas meus dentro dum cucurucho de cartolina, com a legenda a arma da língua. Os poemas de Rompente apareciam escritos em guardanapos, textos de Ronseltz num rolho de papel higiénico,... o salom de actos estava cheio de estupendos trabalhos. A Mária e eu nom sabiamos para onde mirar.

O recital tivo duas partes. Na primeira hora, cara as 10'30, mais ou menos, umha hora para os mais pequenos, ainda da ESO, e depois, com um café polo meio, duas horas para o alunado de bacharelato. Nesta segunda hora, uns 130 rapazes e rapazas, ateigavam um salom no que permanecerom tranquilamente escuitando o recital. E ainda houvo um grupo de rapazas e rapazes (sobre todo rapazas), que ao rematar seguirom lá, querendo falar com nós, para que lhes dedicaramos algum livro, fazendo perguntas, opinando, etc... Penso que este foi, sem dúvida algumha, o recital mais impresionante de todos nos que tenho participado.

Antes de rematar o recital, figerom-nos entrega de alguns dos seus trabalhos, e ainda tivemos tempo para participar num jogo que nos propugerom. Entregarom-nos um envelope a cada um com um poema nosso, d'A primeira visión para Maria Lado, e de Quen nos defende a nós dos idiotas? para mim, mas recurtado verso por verso, ao estilo dadaista, para ver se eramos quem de recomponhé-lo. Por suposto, nem Maria nem eu o conseguimos, e tivemos que botar mao do texto original, mas vimos que as teorias do dadaismo tinham muito de actualidade e de utilidade.

Foi umha manham estupenda, que rematamos tomando um vinho, comendo e tomando café com umhas pessoas que ajudan a conservar a fé nessa espécie humana chamada "profesorado". A Susana e Manolo, muito obrigado. Ao alunado do Lama das Quendas, novamente o meu reconhecimento e agradecimento. Tenhem muita sorte de contar com essa profe, e a profe tem muita sorte de contar com elas/es.

Eu, e remato, aproveitei para apresentar a minha faceta de Bj (leia-se Bi-lhei), que, igual que o Dj, virá sendo quem mescla livros e cria composiçons novas. Para quê? Pois entre outras cousas para demostrar que isso dos direitos de autor e os copirrais é muito, muito, discutível. Já lhes expliquei que o seguinte poema (?), da minha (?) autoria (?), é um plágio (?) e ao mesmo tempo umha compossiçom completamente nova (?). Chegaram a pagar-me direitos de autor por aproveitar-me do trabalho que outras pessoas já realizaram?


Casa Skylab*

Quando se nega o dia a escalar o corpo dos altos edifícios
mostrando fragmentos de estrelas proibidas
onde a penas existem feridas que se esquecem
porque nos arrodean os poldros perdidos da brétema

Alta cidade tinguida pola névoa
Na cidade chove em amarelo
umha água fresca que me encelma a língua
e umha música lonxana esvaendo-se

Desde a opaca pátina do balcom pechado
no abissal fundo dos oceanos
venhem lentas as fías dos remorsos
No meio da rua
grosseira inculta e pouco delicada
em um jardin que tarde ou cedo há engolir o asfalto
memória do que queremos esquecer
ainda há algo a reclamar-nos

Som tempos de olhar a chuva
invernía no lento fluír dos almanaques
Será a emoçom quanto vale nesta terra?
De cada cidade agroma o aroma dum mistério
fronte ao mar equivocado
Como sei que ti e eu nos queremos
* O título é de Santiago Jaureguizar e os versos de: Celso Álvarez Cáccamo, Luisa Villalta, Miro Villar, Anxo Angueira, Xohana Torres, Fran Alonso, Antón Avilés de Taramancos, Xosé Luís Santos Cabanas, Yolanda Castaño, José Alberte Corral Iglesias, Ana Romani, Emma Couceiro, Lois Pereiro, Pilar Pallarés, Marta Dacosta, X. Antón L. Dobao, Eduardo Estévez, Carlos Negro, Estíbaliz Espinosa, Alberte Momán, Franck Meyer, Maria Lado.

Dias

Nom tivem tempo nestes últimos dias para escrever nada, mas também nom queria, para conservar assim, como último comentário a informaçom sobre a celebraçom por parte de Fala Ceive do Dia das Letras no Berzo, que terá lugar hoje, sexta-feira, 13 de Maio.
Forom-se passando assim várias cousas da actualidade destes intensos dias, das que gostaria ter feito cá algumha mençom. Por exemplo, a reportagem publicada no Diário de Leom, no dia 8 de Maio, e da que também se fijo eco, por sorte, o Portal Galego da Língua, e na que, baixo o título de "A realidade do bilingüismo", dava por estabelecido que "Um de cada tres fala galego", referindo-se à populaçom da nossa comarca. A reportagem recolhe os dados dum estudo ("quizais o mais sério que podamos atopar", reconhecem) de Quique Costas, no que se di que no Berzo "falam de forma cotiam e como primeira língua 35.000 pessoas", dado que aparece afortalado por umha declaraçons de Xabier Lago, Secretário de Organizaçom de Fala Ceive, que explica que "um de cada três berzianos, fala galego". A reportagem tem muita informaçom e muitos dados que podem servir para muitos comentários e debates (entre eles, por exemplo, o dado de que se 35.000 pessoas ainda tenhem o galego como língua primeira, o número de berzianos e berzianos que podem reconhecer saber falar ou entender a língua galega deve achegar-se practicamente ao cem por cem, igual que no território da Comunidade Autónoma Galega; ou, por só citar outro, como é possível soster umha "infraestrutura docente do galego no Berzo", como o próprio diário lhe chama -572 alunos e alunas de língua galega, 15 centros públicos a impatir esta matéria e 7 profesores-, com só 9200 euros de gastos a maiores. Seguro que o orçamento do alcaide de Ponferrada para isso que se chama "gastos de representaçom" é maior que isso). Mas enfim, melhor que leades, aquelas e aqueles que estejades interessad@s a reportagem, da autoria de Alejandro G. Garcia.

Outro dos temas que tinha que ter aparecido por cá é a apariçom da nova revista de Fala Ceive, Berro do Leste. É umha revista modesta, singelinha, mas importante, que podes consultar integra em formato pdf, e que foi editada mercé a colaboraçom com A Mesa. A publicaçom já está a ser distribuida por diversos pontos da comarca, e hoje, nos actos que à tarde celebramos em Ponferrada, será apresentada publicamente. Nesta, como noutras muitas actividades de Fala Ceive, é justo reconhecer a colaboraçom de entidades e pessoas que colaboram na defesa, promoçom e dignificaçom da nossa língua nesta comarca arraiana, ou irredenta, mas sobre todo é justo reconhecer o trabalho de Carlos Belho, o gestor do web de FC, que tanto, e tam bom, trabalho fai.

Mais cousas que deveriam aparecer neste humilde blog de operário, desde o que prometo o fim da tirania: o acto celebrado onte, com a presença do concelheiro de cultura de Ponferrada, na Biblioteca Pública desta cidade, consistente na doaçom de livros, periódicos e revistas em língua galega, por um valor de 2500 euros.

E, com toda certeza, ficarám no esquecimento algumhas outra cousas que cá tinham que ter aparecido comentadas, mas nom quero deixar passar umha que me parece do mais importante: o apoio à manifestaçom do dia 15 em Compostela, convocada por catorze entidades, entre elas Fala Ceive, baixo a legenda "NA GALIZA VAMOS VIVER EM GALEGO".

E dito tudo isto, o comentário a seguir será sobre o fantástico recital da quarta-feira, dia 11, em Chantada, convidado polo IES "Lama das Quendas".

5.05.2005

Dia das Letras no Berzo

O 17 de Maio, Dia das Letras, Galegas, evidentemente, também se celebra no Berzo. Por certo, que esse dia, o 17 de Maio, também é o Dia Internacional das Telecomunicaçons: alguém deveria unir ambos dias, por isso da presência da nossa língua no campo das novas tecnologias... Mas isso é outro cantar, outro contar.
Hoje, falaremos do Dia das Letras no Berzo. Porque Fala Ceive celebra-o, como vem fazendo desde há anos. Nesta ocassom, os actos teram lugar o dia 13 de Maio, em Ponferrada, no local da Obra Social de Caixa Espanha, entre as 19'00 e as 21'00 horas.
O programa de actos, enviado pola coordenadora do acto, Sílvia Ribas, é o seguinte:

Homenagem à primeira revista escolar em língua galega no Berzo. "A CORUXA" publicada durante 11 anos na Escola de Corulhom. O director do centro dará umha charla explicando a história da revista. Ao finalizar fará-se-lhe entrega de umha escultura realizada polo valdeorrês Henrique Rei.

Projecçom da curta-metragem "O AVÔ" do Obradoiro de Iniciaçom à Curta-metragem integrado no projecto ON & OFF de Mr. Misto Films, projecto que percorre toda Galiza produzindo peças de curta duraçom."O AVÔ" é umha produçom de Vilar de Santos e Mr misto Films.

Crianças e Escolas que participam:
Os alunos da Escola «Garcia Yebra» de Ponferrada de infantil, com trabalhos realizados nas suas aulas.
Os alunos do «CRA Jimena Muñiz» de Corulhom, das localidades de Paradela e Parandões, representarám a obra "Eu Ghopezo no eghe. ¿E que?"
Os alunos de Corulhom cenificarám o poema "Maruxa" do autor de Vila Franca do Berzo José Bálgoma Suárez.
Os alunos do CRA de Toural dos Vaus com "A Saia da Carolina", peça tocada com gaita e cantada por eles.

Convidados que confirmárom assitência:
Poetas:
José Alberte Corral Iglesias (Crunha)
Maria Xosé Montero (Vila de Paus, Carrazedelo, Berzo)
Roi Brâs (Ourense)
Ainda (Berzo)
Igor Lugris (Berzo)
Artur Alonso Novelhe (Ourense)

Cantautores e músicos
Anxo Rei (Valdeorras)
Pepe Cañal (Berzo)
Issac Garcia (Berzo)
Grupo de gaitas (Berzo)

A seguir ao acto tomaremos um vinho e uns petiscos no Centro Galego do Berzo.
O prezo é de 3 euros e há que confirmar número de assitentes o antes possível.
Saudações

Sílvia Ribas.Coordenadora do Dia das Letras Galegas no Berzo
Tel. 600627399
Correio-e: silvinha@agal-gz.org

Eu animo a todas as pessoas que me leam, dum e doutro lado do Cebreiro, a asistir e participar nesta celebraçom do Dia das Letras no Berzo. Haverá algumhas outras actividades ao redor deste dia, das que já iremos falando, mas esta é, sem dúvida, a mais importante. Um actividade, ademais, que é possível pola colaboraçom com Fala Ceive dumhas quantas pessoas e entidades que, como FC, estam comprometidas com a defesa, promoçom e dignificaçom da língua e a cultura do Berzo, da língua e a cultura galegas do Berzo.

5.02.2005

100 anos nom som nada

Em realidade o tango fala de vinte anos, que vinte anos nom som nada... Mas cá teremos que modificar um pouco a letra, e cantar isso de que cem anos nom som nada...
Porque, e ainda que pareza increível, cem anos som os que tardou o Diario de León em assumir que na actual e oficial "provincia" de Leom existem, co-existem, em conflito, várias línguas ("El Diario de León, a punto de cumplir los cien años de existencia, saluda el nuevo año otorgando un nuevo espacio, tantas veces demandado y requerido, a las lenguas del Viejo Reino. Se trata de un pequeño, pero también importante espacio, dedicado expresamente a nuestras lenguas minorizadas, leonés y gallego del Bierzo"- O negrito é nosso).
Reparem bem no texto: reconhecem que repetidas vezes foi solicitada a atençom para as línguas em questom, e que som línguas minorizadas, nom minoritárias. Haverá que felicitar ao redactor. Tendo em conta as habituais tontarias que sobre este tema há que escuitar ou ler, agradece-se de quando em vez ver que alguem é capaz de fugir dos tópicos que soem empregar os nacionalistas espanhois.
Depois, com as indicaçons que dá para participar nesse pequeno mas importante espaço, já nom fia tam fino. Mas bom, nom se pode pedir tudo. Ninguém é perfeito: "Para ello, www.diariodeleon.es ofrece a sus lectores esta sección abierta a la colaboración de todos. Pueden enviarse textos que versen sobre cualquier tema -exceptuando la política- y que no superen los 3.000 caracteres. Las columnas pueden estar escritas en cualquier variante lingüística hablada en las comarcas leonesas, tanto asturleonés normativo como formas dialectales propias de cada una de las zonas, pasando por las hablas típicas de las comarcas del Sur y el Oriente, ese castellano “trufado” de palabras leonesas".
Primeiro fala da língua leonesa e a galega, e depois de variantes lingüísticas. Variantes de quê, exactamente? Isso nom o di. Só aclara que o asturleonés poderá ser normativo ou dialectal (sobre o galego nom se pronuncia).
Mas bom, seja como for, haverá que saudar a iniciativa. Como se soe dizer, menos dá umha pedra. Veremos, como o passo do tempo, se algumhas das colaboraçons que vaiam aparecendo passam ao papel impreso. Mas, por agora, felicitaremo-nos por que podam aparecer no web do diário. E felicitaremos, especialmente, às pessoas, colectivos e organizaçons que em todos estes anos, estiverom pedindo, contra vento e maré, desde o Berzo, um respeito e um reconhecimento para a língua e a cultura galegas desta comarca.
E como qualquer pessoa pode colaborar nesta secçom, segum o próprio jornal di, nós chamamos desde agora a participar nesse espaço e a defender, promover e dignificar a nossa língua também no Berzo. E para isso deveredes enviar as vossas colaboraçons, seguindo as indicaçons que eu colei antes, a cultura@diariodeleon.es
E é que, como no resto da Galiza, o periódico do Berzo também permite o uso do galego na sua secçom de cultura.

5.01.2005

Visita

Manha, já practicamente hoje, visitará o Berzo (onte visitou Leom), o cavaleiro da triste figura e feliz logo: Dom ZP.
Pode que venha explicar-nos isto. Como parte ainda da "provincia" leonesa, sabemos bem que a notícia é certa e a realidade assim de dura.
Também será casualidade que as duas "províncias" que apresentam piores resultados tenham sob a sua administraçom território galego.

Estupendo

As cousas claras.
Eu sigo a gostar do chocolate espeso.

Gimnásia mental revolucionária

Três pessoas forom detidas esta manham em Vigo, tras umha brutal carga policial realizada no remate da manifestaçom da CIG, e várias pessoas mais resultarom contusionadas, algumhas delas de especial gravidade.

Exercício de reflexom:
Dado o anterior enunciado, colha vostede os titulares de manham da imprensa "séria", quer dizer, da imprensa do sistema (já pode aceder a eles a través da rede), e compare-os com as notícias e comunicados que pode vostede ler aqui, ou aqui, aqui e aqui, ou aqui e aqui, ou aqui.
Se vostede considera mais creível, ou mais veraz, ou mais achegada à realidade, a informaçom da imprensa oficial que a dos outros meios que aparecem cá ligados, nom tenha medo: vostede nunca terá problemas com as forças e corpos de seguridade do Estado.
Mas lembre, a ser possível antes de durmir, aqueles versos do Bertolt Brecht: "Primeiro fôrom polos comunistas...". Que vostede descanse mal esta noite!