Alguém sabe como funciona isto?

5.21.2005

Línguas, mentiras e miles de euros

A UPL sigue erre que erre e da-lhe que da-lhe. Como dizia o outro, nom pode ser que a realidade lhes arruine um titular de imprensa. Para isso existe um cóctel milagroso, que eles nom inventarom, tudo tem que ser dito, composto por três partes de manipulaçom, cinco ou seis (ou mais, segum os gostos do pessoal) de mentira e umha grande porçom, muito grande, de ignoráncia supina (essa ignoráncia tam cotizada, e que com tanto esmero cultivam algumhas pessoas).

Se nestes días passados era o Presidente da direita leonesista, Melchor Moreno, que mostrava publicamente a faze mais retrograda, cazurra e cavernícola da sua formaçom, declarando barbaridades que muitas pessoas pensavamos já erradicadas de qualquer discurso político racional ("es una aberración cultural la imposición del gallego en las escuelas del Bierzo"), hoje quem sai à cena meiática é o Joaquin Otero, Secretário Provincial desta (de)formaçom, quem publicamente exige que a Junta de Castela e Leom nom sufrague o ensino da língua galega no Berzo, porque, explica, "há outras prioridades". Nom contento com isso, também se soma ao carro do seu Presidente, e dí (sempre em perefeito espanhol, claro, que o "llïonés" fica para os livros de história), que no Berzo nom se fala galego, nem sequera em Vila Franca (de onde é natural a sua família), e que em todo caso o que se fala é "una variedad dialectal galaica pero mezclada con el leonés, que nada tiene que ver con el gallego de la Academia de la Lengua Gallega, el de Santiago de Compostela". Já se podem vostés imaginar, sofridos leitores deste humilde blog, que as demais declaraçons siguem por esse caminho... Às vezes dam ganhas de pedir que o falar nom seja gratis, que haja que pagar por palavra pronunciada, a ver se assim alguns pensam duas vezes as cousas antes de dizé-las.

Mas o realmente escandaloso é que se atreva a pedir-lhe à Junta de Castela e Leom que nom invista dinheiro na ensinança da nossa língua na nossa comarca, porque há outras prioridades, quando o certo é que tal e como desvelava o Diario de León há uns días, os practicamente 600 alunos e alunas de língua galega em diversos centros de ensino na comarca custam-lhe a ridícula quantidade de... 9000 euros! Um milhom e meio das antigas pesetas! Já podem vostedes imaginar quem corre com os gastos que supom promover a língua galega nos colégios e liceus, graças a um convénio assinado entre as administraçons autonómicas da Comunidade Autónoma Galega (CAG) e da Comunidade Autónoma de Castela e Leom (CACyL).

Como nota discordante ante tanta estupidez e idiotez, merece ser destacada, por umha banda, a publicaçom dum artigo (em espanhol, imaginamos que por imperativo legal) do Quique Costas no Diario de León de hoje, baixo o título de A língua galega também é do Berzo ("La lengua gallega también es del Bierzo"): "Lo que no tiene explicación es que este político leonesista pretenda ilegalizar una de las riquezas culturales de su país, sobre todo cuando hoy son más los bercianos que estudian gallego que los que en El Bierzo votan leonesista. El Bierzo tiene una parte occidental de lengua gallega que enriquece la pluralidad cultural de León, porque el gallego no es sólo lengua de Galicia, también lo es de León (y de Asturias, Zamora y Extremadura). Entender esto es querer entenderse. Despreciar e ilegalizar esta realidad demuestra la burda ignorancia que exhibe este político". Evidente resulta que há muitas questons, ou melhor digamos: algumhas questons, nas que nom coincidimos com Quique Costas. Evidente resulta também que há algumhas, ou melhor digamos: muitas, nas que sim.

E, por outra banda, merece também um comentário o pronunciamento de Izquierda Unida de Leom ante o tema que nos ocupa. A mais de um nos surprenderá, mas o certo é que está, nom é um desvario fruto da minha imaginaçom. Um comunicado público no que afirmam que "a UPL minte quando declara que no Berzo nom se fala galego", e no que mostram o seu apoio ao fomento e à promoçom da língua galega na nossa comarca. Segum declara o Conselho Político provincial de Leom, por boca do seu membro Aniceto Reyes, "el gallego no es en ningún caso una lengua impuesta en la comarca. La lengua y cultura gallegas son propias, autóctonas, de nuestra comarca, y como tal deben ser reconocidas, protegidas y fomentadas. Es de justicia, por tanto, reconocer los derechos lingüísticos y culturales de los y las gallego-hablantes de esta comarca, y recoger en el Estatuto de Comarcalización y en el Estatuto de Autonomia de Castilla y León esa realidad, junto con el hecho diferencial de la propia Comarca del Bierzo". Umha oportuna declaraçom de apoio à reivindicaçom lingüística galega que mesmo no PGL tem merecido umha notícia.

E é que, como alguém di num comentário publicado no DiariodelBierzo, resulta incrível que ainda haja gente sensata na meseta!

1 Comments:

Blogger galeidoscopio said...

Hoje, dia 23 de maio (segunda feira) sae publicada na Voz uma nova entrega (4ª de 12) da série O galego do século XXI, dedicada às comarcas da Corunha e Ferrol, mas também fala da "proxección no exterior" (em Cultura, páxinas 62 e 63).
Inclúe endereços na Internet de Fala Ceibe e Porcoespiño (sic.), só na versão em papel.
Parabéns e saúde.

7:53 da tarde

 

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