Alguém sabe como funciona isto?

5.31.2005

MAIS galego no ensino, já!

Fala Ceive vem de reclamar publicamente a "ampliaçom do ensino da língua galega a todos os centros educativos nom universitários do Berzo ocidental", para consolidá-la, definitivamente, e fazer que perda o carácter experimental temporal que tem até o de agora, fruto do Acordo de Cooperaçom assinado entre a Junta de Galiza e a Junta de Castela e Leom, atendendo aos direitos lingüísiticos da comunidade berziana galego-falante.
Num escrito dirigido à Comissom Mixta de Seguimento para a promoçom do ensino da língua galega no Berzo, integrada pola Conselharia de Educaçom da Junta da CAG e a Conselharia de Educaçom da Junta da CACyL, a Associaçom Cultural Fala Ceive do Berzo solicita que se amplie o ensino da língua galega a todos os centros educativos nom universitários do Berzo ocidental, para evitar as actuais desigualdades na implantaçom desta matéria, que ainda nom está presente nos colégios das localidades galegófonas de Carracedelo, A Veiga de Valcarce, Quilós e a Veiga de Espinhareda, onde si existem maes e paes interesad@s em que se imparte essa matéria.
Ademais desta importante solicitude, Fala Ceive também lhe traslada ao citado organismo outras petiçons, como a realizaçom dumha necessária campanha informativa sobre o ensino da língua galega na nossa comarca, no sentido da resoluçom do Procurador do Comum de Castela e Leom, na que instava à Direcçom Geral de Planificaçom e Ordenaçom Educativa da Junta de Castela e Leóm a realizar tal campanha. Neste sentido, Fala Ceive também reclama que as páginas web dos centros educativos nos que já está implantado o ensino da língua galega recolham informaçom sobre essa oferta escolar.
Por último, Fala Ceive considera importantíssimo que se convoquem com regularidade anual os cursos de formaçom do profesorado em língua galega, a través do Centro de Formaçom e Inovaçom Educativa (CFIE), possibilitando que o profesorado adquira os conhecimentos necessários de língua e cultura galegas, propondo, ao mesmo tempo, a criaçom dum Departamento Didáctico de Língua Galega no CFIE, no que se integre todo o profesorado desta matéria no Berzo, para coordinar a formaçom do mesmo, programar actividades conjuntas, realizar materiais pedagógicos, etc...

Agora, falta por saber, como sempre, se as instituiçons involucradas (Junta e Junta, ambas em maos do PP) tenhem em conta estas petiçons ou, mais umha vez, fam ouvidos xordos. A Junta da CAG também nom tem muitas possibilidades de dizer oficialmente que nom tendo em conta que algumhas destas petiçons (como por exemplo, o início de conversas e negociaçons para a implantaçom da língua galega em todo o ensino nom universitário) já aparece recolhido no seu flamante Plano de Normalizaçom Lingüística, aprovado, lembremo-lo, no Parlamentinho de Cartom por todos os grupos presentes no Hórreo (PP, BNG e PSOE). Veremos se é papel molhado ou tenhem intençom séria de levá-lo avante.

Mentres, no Berzo ainda há alguns que querem seguir com a absurda polémica da "impossiçom do galego normativo", e o professor J. A. Balboa de Paz escrevia onte no DiáriodeLeom sobre o tema, criticando, finalmente, que a língua galega seja umha língua real, e nom um conjunto inconexo de dialectos locais ou comarcais. "El gallego, en su variedad dialectal berciana, es parte del patrimonio cultural del Bierzo Oeste y como tal debe ser preservado por las instituciones y por el pueblo. Es más, el gallego normativo -no hay que confundir lengua y habla- puede ser una asignatura en el programa educativo de los bercianos, porque vivimos en una zona de contacto con esa comunidad, y esto facilita las relaciones y es en definitiva un bien". Com toda provabilidade, nom se preocuparam muito de saber se o espanhol que os rapazes e as rapazas berzianas aprendem no colégio é o espanhol dialectal do Berzo, de Salamanca, ou de Múrcia, aceitando, acriticamente, a impossiçom do "espanhol normativo", que nom é próprio desta comarca. Claro que de quem comeza um artigo com o típico tópico de que "las lenguas, antes que cualquier otra cosa, son herramientas para la comunicación entre los hombres", para depois pontoalizar com o nom menos tópico de que "esa riqueza lingüística de nuestro país debe preservarse pero no debe ser un arma, como quieren los nacionalistas, para la desintegración nacional", nem se pode, nem se deve aguardar muito.